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Qual foi melhor em janeiro: Ibovespa ou Inovadoras (3i)?

Janeiro foi mais um mês difícil para investidores na bolsa de valores. Notícias ruins relacionadas à corrupção na Petrobras e aumento de impostos pressionaram o valor das ações tanto do Ibovespa quanto da carteira de empresas inovadoras (3i). Ambos índices fecharam no vermelho, perdendo 6,2% e 8,4% respectivamente. No longo prazo, desde 2009, o 3i ainda mantém larga vantagem em relação ao desempenho do Ibovespa.

3i - JANEIRO 2015

Para baixar o relatório completo com o desempenho em 2014 acesse: https://innoscienceblog.com.br/2015/01/12/relatorio-do-desempenho-da-carteira-de-acoes-das-empresas-inovadoras/

Veja também a reportagem publicada no Jornal Valor Econômico sobre o 3i (Índice de Inovação Innoscience): https://innoscienceblog.com.br/2015/01/22/inovacao-ajuda-desempenho-de-acoes-em-bolsa-diz-estudo/

Felipe Ost Scherer

Inovação ajuda desempenho de ações em bolsa, diz estudo

A Innoscience foi destaque em artigo publicado na edição impressa do Jornal Valor Econômico sobre o Índice de Inovação Innoscience (3i). Abaixo o artigo na integra e link para fazer download gratuito do relatório de desempenho de 2014:
Investir em inovação pode ajudar a melhorar o desempenho da ação de uma empresa em bolsa. Estudo feito pela Innoscience, consultoria em inovação e estratégia, mostra que companhias inovadoras tiveram, de 2009 a 2014, uma rentabilidade de 178,8%, ante valorização de 33,17% do Ibovespa.
                                                           
O Índice de Inovação Innoscience foi desenvolvido para acompanhar o desempenho das empresas mais inovadoras do Brasil. É constituído por uma carteira de 20 empresas que foram classificadas como as mais inovadoras do país a partir de rankings divulgados pelas seguintes publicações de gestão de negócios: Forbes, Fast Co, Amanhã e Época.
 
As companhias que compõe atualmente o chamado “3i” são ALL, AmBev, Bematech, Braskem, Coelce, CPFL Energia, Fleury, Grendene, Karsten, BRF, Magazine Luiza, Marcopolo, Portobello, Positivo, Randon, Renner, Tecnisa, Vale, Weg e Whirpool. Para as empresas que possuem ações ordinárias e preferenciais, foi feita uma média entre os dois valores. A atualização da carteira é realizada anualmente e companhias que estão em mais de um ranking têm peso dobrado na composição da carteira.
 
O sócio-fundador da Innoscience, Felipe Ost Scherer, diz que a inovação auxilia na competitividade e na imagem de uma empresa. Segundo ele, há quatro grandes motivadores para o desenvolvimento da inovação em uma empresa. O primeiro deles é o consumidor, que deseja produtos novos, desenvolve novas necessidades e demanda essas novidades das empresas. Os desafios internos, como produtividade, redução de custos e qualidade, são outro fator. Cenários macroeconômicos desafiadores também impelem companhias a inovar. A concorrência é outro fator que impulsiona a inovação.
 
Apesar do desempenho desde 2009, o ano de 2014 foi o primeiro no qual o índice de empresas inovadoras teve queda maior que a do Ibovespa. A carteira teve desvalorização de 15,49%, ante queda de 2,91% do principal indicador da bolsa. Os melhores desempenhos no ano foram dos papéis da BRF (29,9%), Lojas Renner (25,4%) e Bematech (3,0%). Os destaques negativos ficaram com Randon (-63,9%), Tecnisa (-57,0%) e Karsten (-55,6%).
 
O sócio da Proxycon e presidente da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec) Nacional, Reginaldo Alexandre, diz que a inovação não é fator determinante para o desempenho das ações e dificilmente tem resultado de curto prazo. Mas ele afirma que, no processo de avaliação sistemática de longo prazo de ações, os analistas incluem a inovação nos cálculos e ela traz sim resultado para as empresas. “A inovação, não só de produtos, mas de processos, é capturada nas projeções dos analistas no fluxo de caixa futuro das companhias”, diz.
 
Segundo ele, a inovação reduz os riscos associados aos negócios e uma empresa reconhecidamente inovadora pode ser vista como defensiva no mercado financeiro, já que tende a oferecer proteção em momentos difíceis.
 
No caso de várias empresas da lista da Innoscience, fatores alheios à inovação pressionaram os negócios em 2014. Randon, por exemplo, teve o preço-alvo das ações rebaixado pelo Credit Suisse em novembro, com expectativa de um 2015 fraco para a indústria de veículos pesados.
 
A Tecnisa é outro caso de empresa cujo setor não está passando pelo melhor momento. A expectativa é de que o mercado de incorporação de imóveis brasileiro encolha em 2015, comparado com os resultados do ano passado. Já no caso da Karsten, o setor têxtil no Sul do país concedeu, no fim de 2014, férias mais longas aos funcionários, para reequilibrar estoques.
Fonte: Valor Econômico / Aline Cury Zampieri – 21/01/15
valor economica 21-01-2015
Para baixar o relatório completo da carteira das empresas inovadoras acesse: http://cmp.innoscience.com.br/3i-indice-inovacao-innoscience/
3i capa

Relatório do desempenho da carteira de ações das empresas inovadoras.

Será que vale a pena investir em empresas inovadoras? A teoria diz que sim mas será que a prática também? Nos últimos anos temos acompanhado o desempenho de ações das empresas consideradas inovadoras em comparação ao desempenho do Ibovespa. Para isso montamos na Innoscience uma carteira que compõe o chamado 3i (Índice de Inovação Innoscience). Ele é constituído por uma carteira de empresas que foram classificadas como as mais inovadoras do país no último ano a partir de rankings divulgados por publicações de gestão de negócios. A ideia de investir em empresas inovadoras está baseada no argumento que empresas inovadoras tendem a ter desempenho no mercado de capitais melhor que a média e já vem sendo discutida há algum tempo.

Para montar a carteira utilizamos aquelas empresas que receberam os reconhecimentos e possuem capital aberto. Fazemos uma atualização anual incorporando as novas empresas premiadas e retiramos aquelas que não o foram. Obviamente as que aparecem novamente nos rankings ficam na carteira. Outros detalhes: o peso da empresa no índice depende da quantidade de rankings de inovação que ela aparece e para fins de resultado utilizamos a média do desempenho dos diferentes tipos de ações (ON, PN, etc…).

O último ano e o início deste tem sido difícil para os investimento em ações. Não tem sido fácil encontrar papéis com bons retornos. Desde 2009 mantemos um controle mensal da carteira das empresas inovadoras e pela primeira vez em 6 anos o desempenho anualizado do 3i foi inferior ao índice Ibovespa. Ampliando a visão para todo o período a tese das inovadoras desempenharem melhor se mantém com grande vantagem (3i: +178,83% versus Ibovespa: +33,17%).

Vamos continuar acompanhando como a carteira irá performar em 2015 para poder manter nosso objetivo de sensibilizar empresas e empresários para a importância da inovação e que possam aceitar correr os riscos em desenvolver propostas inéditas ao mercado, investindo recursos financeiros e humanos nesse desafio. Tudo isso suportado por uma abordagem de gestão da inovação estruturada. Essa é a nossa missão.

capa 3i

Acesse o relatório completo aqui: http://cmp.innoscience.com.br/3i-indice-inovacao-innoscience/

Felipe Scherer

Ações de empresas inovadoras superam o Ibovespa em novembro.

3i - novembroPelo terceiro mês consecutivo as empresas que formam o Índice de Inovação Innoscience – 3i – superaram o desempenho do índice Ibovespa. Mesmo assim, no acumulado de 12 meses o desempenho das inovadoras (-8,93%) é pior que o comparativo (+4,16%).

Se analisarmos apenas novembro, o 3i valorizou +0,46% contra apenas +0,06% do Ibovespa. Destaque positivo para as ações do Grupo Positivo (POSI3) + 26,3%, Bematech (BEMA3) +7,5% e Coelce (COCE5) +6,3%. Os piores desempenho ficaram com Randon (RAPT3 e RAPT4) – 11, 2%, ALL (ALLL3) – 8,5% e Vale (VALE 3 e VALE 5) – 7,2%.

O que é o 3i:

O Índice de Inovação Innoscience foi desenvolvido pela Innoscience – Consultoria em Gestão da Inovação – com o objetivo de acompanhar o desempenho das empresas mais inovadoras do Brasil. É constituído por uma carteira de 20 empresas que foram classificadas como as mais inovadoras do país no último ano a partir de rankings divulgados por publicações de gestão de negócios.

Como é feito o 3i:

A carteira do Índice de Inovação Innoscience foi desenvolvida a partir da identificação, em rankings de inovação, das empresas de capital aberto com ações negociadas na Bovespa.

O acompanhamento é realizado através da análise dos valores das ações das empresas, mês a mês, e da identificação do percentual de variação entre os meses. Para as empresas que possuem ações ordinárias e preferenciais, realizou-se a média entre os dois valores, e o valor médio foi utilizado para verificar a variação no período.

Para determinar o desempenho do 3i, realizou-se a média das variações percentuais das empresas em cada mês.

Atualização do 3i:

A atualização do índice de Inovação Innoscience (3i) ocorre mensalmente, a fim de buscar a valorização mensal das ações das empresas inovadoras em comparação ao Ibovespa.

As cotações das ações são extraídas do Economática, sempre na primeira semana do mês.

Atualização da carteira 3i:

A atualização da carteira do Índice de Inovação Innoscience (3i) é realizada anualmente. A partir da publicação dos novos rankings de inovação, a Innoscience realiza a análise das empresas e extrai aquelas que são de capital aberto e que possuem ações cotadas na Bovespa.

Com esta atualização, é possível observar as empresas que têm se destacado ao longo do tempo por suas práticas de inovação.

Além disso, há a possibilidade de comparar o desempenho de empresas que já apareceram no índice em relação ao ano anterior e identificar novas organizações, entrantes na carteira.

Felipe Scherer

Texto originalmente publicado no blog Inovação na Prática do Portal Exame.

Vale a pena investir em ações de empresas inovadoras?

Nos últimos anos tenho acompanhado o desempenho de ações das empresas consideradas inovadoras em comparação ao desempenho do Ibovespa. Para isso montamos na Innoscience uma carteira que compõe o chamado 3i (Índice de Inovação Innoscience). Ele é constituído por uma carteira de empresas que foram classificadas como as mais inovadoras do país no último ano a partir de rankings divulgados por publicações de gestão de negócios. A ideia de investir em empresas inovadoras está baseada num argumento que empresas inovadoras tendem a ter um desempenho no mercado de capitais melhor que a média e já vem sendo discutida há algum tempo.

Para montar a carteira utilizo aquelas empresas que receberam os reconhecimentos e possuem capital aberto. Fazemos uma atualização anual incorporando as novas empresas premiadas e retiramos aquelas que não o foram. Obviamente as que aparecem novamente nos rankings ficam na carteira. Outros detalhes: o peso da empresa no índice depende da quantidade de rankings de inovação que ela aparece e para fins de resultado utilizamos a média do desempenho dos diferentes tipos de ações (ON, PN, etc…).

A carteira

Desde a última revisão da carteira em outubro deste ano, ela passou a contar com 20 empresas.

  • ALL
  • Ambev
  • Bematech e Controladas
  • Braskem
  • BRF – Brasil Foods
  • Coelce
  • CPFL
  • Fleury
  • Grendene
  • Karsten
  • Lojas Renner
  • Magazine Luiza
  • Marcopolo
  • Portobello
  • Positivo
  • Randon
  • Tecnisa
  • Vale
  • WEG
  • Whirlpool

Desempenho 2014

Caso os próximos dois meses sigam a mesma tendência, esse será o primeiro ano desde que o 3i criado que irá desempenhar pior que o Ibovespa. Até o fechamento de outubro o Ibovespa havia subido 6,06% no ano e o 3i caído 9,12%.

3iout14

Desempenho 2009-2014

Quando olhamos num período mais longo, a carteira das empresas inovadoras ainda se mostram com desempenho bem superior ao Ibovespa. Vamos ao placar: 3i (+198,16%) x (+45,48%) Ibovespa.

3iout2014

Vale ressaltar que o 3i não tem o objetivo de orientar o investimento em ações (apesar de eu orientar minha carteira por ele com algumas análises adicionais) mas apenas servir como um exercício para comparar as inovadoras com outras empresas.

Felipe Scherer

Publicado no Blog Inovação na Prática da Revista Exame: http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/inovacao-na-pratica/