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Inovação na Construção Civil: tendências e oportunidades para 2015

Após bons ciclos nos últimos 10 anos, 2015 se mostra menos animador para o setor da construção civil em função de um conjunto de fatores macroeconômicos como a desaceleração do PIB, aumento do endividamento da população, diminuição do crédito e confiança do consumidor.

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Esse cenário faz com que muitas empresas passem a repensar o modelo de atuação e comecem a projetar novas possibilidades que consigam suplantar as dificuldades que o mercado irá impor nos próximos anos.

Historicamente crises e tempos de recessão são motores da criatividade e da inovação em vários setores. A crise do petróleo nos anos 70 forçou o desenvolvimento de tecnologias alternativas como o álcool. A crise das empresas ponto com no ano 2000 criou inúmeras oportunidades para o crescimento de empresas como Amazon, Goolge e Ebay. É na dificuldade que muitas vezes a necessidade de inovar é potencializada.

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Claro que o melhor momento para investir em inovação é quando o mercado e a empresa estão bem, com caixa disponível para desenvolver novidades e estar preparada para quando os momentos difíceis se tornarem realidade. Mesmo assim, nunca é tarde.

Falando especificamente de inovação tecnológica em empresas de construção civil, ela é prioritariamente estruturada em uma visão de cadeia da construção, ou seja, boa parte dos desenvolvimentos são realizados por outros agentes como fornecedores de insumos, máquinas e serviços. Esse modelo tem vantagens e desvantagens.

Vantagens porque deixa a incerteza tecnológica e a maior parte do investimento de pesquisa e desenvolvimento para os outros agentes da cadeia. Cabe aos fornecedores gerenciar o risco pela busca de novos materiais, tecnologias e máquinas que possam melhorar a construção civil. Entretanto, uma vez que o terceiro está desenvolvendo a nova tecnologia ele irá buscar comercializá-la com o maior número de empresas na cadeia, o que torna a vantagem competitiva comparativa do adotante limitada ao tempo em que todos os concorrentes também a adotem.

Aqui vale um comentário sobre a lógica básica da inovação como ferramenta de competitividade. O movimento inovador da empresa é avaliado sob dois aspectos: grau de novidade e impacto gerado no negócio. Grau de novidade se refere a quão novo é o movimento realizado. Conforme os economistas e administradores apontam, ser o primeiro gerará um monopólio transitório em relação a novidade trazida, o que se traduz em ganho de competitividade.

Na prática significa que não nos comparamos apenas com nossa realidade atual mas também com o padrão competitivo do mercado. Por exemplo, adotar um sistema de formas industrializado irá melhorar nossos índices de produtividade mas, dependendo do momento da adoção, poderá ser apenas um movimento para igualar os índices de produtividade que os outros concorrentes já tinham, o que reduz o impacto do ponto de vista de competitividade.

Verdade seja dita, nem sempre seremos os pioneiros mas é preciso estar atento para que tenhamos uma capacidade de resposta adequada e que possamos ter uma visão de portfólio que permita balancear diferentes movimentos inovadores.

Não bastasse todas as possibilidades de inovações tecnológicas que a construção civil está vivenciando há também uma série de outros movimentos organizacionais, de marketing e de gestão que estão permitindo as empresas se diferenciar. Apesar de o senso comum acreditar que a construção civil não pode ser inovadora, muitas empresas estão conseguindo se diferenciar desenvolvendo e incorporando novidades de sucesso ao negócio.

Vale ressaltar que investir em inovação é importante porém não é tudo. Nossa experiência mostra que tornar a inovação algo coordenado, repetitivo e com sucesso depende de utilizar uma abordagem estruturada através da gestão da inovação. As empresas mais inovadoras não são as que investem mais mas sim as que conseguem gerenciar da melhor forma ao processo de inovação. Aleatoriedade e acaso não combinam mais com o profissionalismo demandado no mercado atual.

Preparamos esse relatório explorando algumas tendências e oportunidades de inovação para empresas da construção civil. Para torná-lo mais ilustrativo e mostrar possibilidades nas diferentes dimensões do negócio, utilizamos uma ferramenta chamada radar da inovação. Essa ferramenta apresenta 12 tipos possíveis de inovação que podem ser aplicados em uma empresa, fugindo do modelo tradicional de vermos possibilidades apenas nas dimensões produto e processo.

Esse relatório não se propõem a aprofundar nenhuma tecnologia aqui apresentada (outros virão com esse enfoque) mas servir de inspiração para que empresários, engenheiros e gestores das empresas brasileiras possam explorar novas possibilidades de inovação, afinal de contas o processo de inovação inicia justamente na geração de insights que posteriormente irão se transformar em ideias objetivas e projetos aplicados.

Para baixar gratuitamente o Report Inovação na Construção Civil: tendências e oportunidades para 2015 acesse: http://www.innoscience.com.br/report-inovacao-na-construcao-civil/

Felipe Ost Scherer