Arquivo da categoria: Clássicos da Inovação

Como aumentar a eficiência das atividades inovadoras?

Inovação, Inovação e mais inovação. Você não pára de ouvir essa recomendação para sua empresa. Parte da comunidade empresarial já percebeu os efeitos positivos que a inovação pode gerar para o resultado e valor das organizações. Os consumidores valorizam a inovação. A bolsa de valores (no caso de empresas de capital aberto) recompensa as empresas inovadoras. Os melhores querem estar nas empresas inovadoras. Para aqueles que realmente querem investir na inovação surge o grande desafio: como abordá‐la de forma contínua, estruturada e intencional?

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Como analisar seus concorrentes?

Desde “A arte da Guerra” passando pelos lutadores do UFC até os técnicos de futebol há
embutida a noção de que para vencer é preciso conhecer o seu oponente.
Da mesma forma, o ambiente empresarial desenvolveu, ao longo dos últimos anos, um
arsenal de ferramentas e técnicas de entendimento de seus concorrentes.
Na atividade de consultoria conhecemos executivos e empreendedores com ideias e
projetos que, numa avaliação inadequada nunca tem concorrentes até serem solapados
por aqueles que não consideravam. Outros acreditam que estão “anos a frente” até serem
rapidamente copiados.

Identificar quem e o que analisar, o que fazer com essa análise e alguns cuidados a tomar
pode facilitar o trabalho da sua empresa e auxiliar seus movimentos estratégicos.
Em termos de gestão e negócios, conhecer seus adversários permite que você possa
atuar sobre suas fraquezas, evitar suas forças e ter noção de sua possível retaliação.
Também pode prover insights sobre o que melhorar (benchmarking) e o que não fazer.
Essa lógica é aplicada para as empresas assim como serve para uma guerra ou para um
time de futebol. Os técnicos analisam detalhadamente seus adversários para escolher o
“esquema tático” a ser adotado. Se a zaga adversário é alta, o uso da bola aérea pode ser
menos eficaz, ao passo que aproveitar a velocidade e contra ataques pode ser mais
adequado.

Para facilitar sua análise consolidamos um conjunto de experiências positivas
importante:

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Como classificar ideias de potencial inovador?

Recentemente estive numa reunião de trabalho com uma empresa‐cliente, reconhecida
como uma das mais inovadoras do Brasil em seu setor. Estavam presentes executivos das
áreas de negócio da companhia e também de determinadas áreas de back office. O
objetivo era classificar um conjunto de ideias geradas num brainstorming presencial e na
plataforma online de inovação que a empresa disponibiliza para seus funcionários.

Depois que o CEO abriu a reunião o executivo da área financeira chegou com um arquivo
excel contendo 12 planilhas que em última análise iria gerar o ROI (retorno sobre o
investimento) das referidas ideias. O gestor da qualidade tinha trazido um modelo de
priorização IGUT que avaliava a importância, gravidade, urgência e tendência das ideias a
partir de uma escala de lickert de 7 pontos.

A discussão da primeira ideia começou. Quando o modelo financeiro foi ser aplicado,
surgiram os primeiros problemas. As ideias estavam em estado embrionário
inviabilizando o estabelecimento de premissas aceitáveis. Além disso, tratavam
realmente de temas novos que não tinham benchmarks conhecidos para utilizar.

Antes que a discussão reduzisse o bom momento de avaliação dos projetos de potencial
inovador da empresa decidi intervir e apresentar um modelo muito fácil que aprendi com
o Prof. Gary Hamel numa de suas vindas ao Brasil em 2000 para um evento da AMANA
KEY do qual tive a oportunidade de participar.

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10 armadilhas da Gestão da Inovação

A inovação tem ganhado destaque nos meios de comunicação, sendo defendida por empresários, políticos e acadêmicos como a alternativa para que as empresas suplantem a concorrência, atendam os desejos atuais e futuros de seus clientes e garantam a sustentabilidade de empresas públicas e privadas.

Torna-se imperativo gerenciá-la para que as atuais intenções de inovar não morram no discurso das lideranças. Diversos gestores tem implantado iniciativas de inovação em suas empresas. No entanto, cuidado, o caminho da gestão da inovação é cheio de armadilhas que esperamos desarmar a seguir. Abaixo elencamos as 10 armadilhas mais comuns da Gestão da Inovação e como aumentar a produtividade do processo de inovação na sua empresa.

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4 teorias da gestão da inovação que todo profissional tem que saber

O dia a dia de quem é empreendedor ou executivo de grande empresa é uma loucura. Reuniões, conference calls, revisão de projetos, análise de informações. Não sobra tempo para pesquisar sobre o que funciona e o que não funciona em gestão. É aí que mora o perigo!

Usar conhecimento desatualizado, inútil ou mal formulado pode ser desastroso. Agindo dessa forma o gestor atua como o médico que não pesquisa a nova formulação do remédio que irá prescrever para seu pFacultyOfScienceaciente ou que aplica remédios já descontinuados. Tanto o médico quanto o executivo ou empreendedor tem que recorrer a ferramentas que facilitam sua atuação. Essas ferramentas são os conhecimentos produzidos no respectivo campo de estudo que sejam mais aderentes aos problemas que cada um enfrenta. Para ter alto desempenho no tratamento de uma gripe ou no desenvolvimento de projetos inovadores é preciso usar o que há de melhor e não o remédio preferido. A proliferação da palavra inovação tem gerado uma perda de significado sobre a mesma, tornando o campo suscetível a “bruxaria gerencial”. Um conjunto de supostos conhecedores do tema destilando teorias nunca praticadas ou testadas. Para quem está colocando a carreira, reputação e dinheiro em decisões gerenciais não dá pra escolher o que fazer em função do que:

  1. deu certo no passado;
  2. funcionou numa outra empresa ou setor;
  3. aparece em reportagens de jornal
  4. pesquisas de baixa qualidade.

Ao fazer isso, empreendedores e executivos estão matando a chance de sucesso de seus negócios. É como se um médico definisse o remédio para determinado paciente em função do que prescreveu noutro paciente com situação distinta ou num paciente antigo ou mesmo. As melhores teorias de gestão são feitas da mesma forma que as teorias mais sólidas da física, química ou da medicina. Elas são desenvolvidas seguindo um rigoroso processo de identificação do problema, categorização, pesquisa, definição de hipóteses, coleta e análise de dados para, então, propor um modelo. Nesses mais de 15 anos estudando gestão da inovação conheci pensadores de primeira linha. Confio neles. Sei de onde saem suas prescrições. A ciência da inovação ainda encontra-se na infância mas, dada sua relevância para empresas e países, tenho certeza de que amadurecerá nos próximos anos separando bons médicos de charlatões. Ainda que persistam muitas dúvidas sobre como gerir de forma eficiente a inovação, existem 4 teorias já testados que precisam ser de conhecimento de executivos e empreendedores.

  1. Os mais inovadores têm desempenho financeiro e valuation superior

Diferentes pesquisas sustentam essa tese. Uma das nossas pesquisas é o 3i, índice de ações das empresas mais inovadoras do Brasil que reúne numa carteira de ações fictícia, as 20 empresas de capital aberto mais inovadoras do Brasil, entre elas, BRF, WEG, TECNISA, WHIRPOOL, RANDON, MARCOPOLO, AMBEV E GRENDENE. Nos últimos 5 anos essa carteira valorizou 4 x mais do que o Ibovespa.

  1. A taxa de sucesso de projetos inovadores em grandes empresas é muito baixa.

A gestão da inovação é muito falada mas nem tão eficazmente praticada. Estudos recentes de Harvard indicam que de 70% a 90% dos projetos de inovação em grandes empresas falham. A gestão da inovação ainda é uma “ciência” com baixo grau de acerto o que, considerando a relevância do tema, exige que a prática melhore seus resultados.

  1. As práticas para inovar que funcionam em startups são bastante distintas das que funcionam em grandes empresas. 

Grandes empresas e startups operam segundo propósitos, práticas e procedimentos absolutamente diferentes. Ambas podem, em termos de inovação, utilizar-se umas das outras, mas aplicar nas grandes empresas os métodos, ferramentas e mentalidade de inovação que dão certo nas startups não resultado em mais e melhores inovações pois há grande diferença nos dois contextos.

  1. Grandes empresas são feitas para operar um modelo de negócio existente com previsibilidade e eficiência 

O foco da grande empresa não é a descoberta do futuro. Todos os sistemas, desde o planejamento estratégico, orçamento, avaliação de desempenho individual, remuneração, distribuição do trabalho e formação de equipes são desenhados para dar eficiência ao modelo atual o que, ao mesmo tempo, gera barreiras para a inovação. Você não precisa ser um teórico para saber que ferramenta, modelo ou teoria é o remédio mais adequado para o seu desafio. Abrir mão de usar aquilo que há de mais sólido no seu campo de atuação para repetir comportamentos passados ou usar conhecimento não confiável não é a conduta mais profissional. Se você quer inovar em uma grande empresa ou mesmo em uma startup, conhecer essas 4 teorias da gestão da inovação pode fazer toda diferença.

Até a próxima Inovação!

Maximiliano Selistre Carlomagno