(R)evolução das caixas de sugestão

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Muito comum entre os anos 80 e 90, em decorrência principalmente de um tema tão conhecido por nós, “Gestão da Qualidade”, as caixas de sugestão foram demasiadamente utilizadas pelas empresas como forma de oferecer aos seus funcionários uma oportunidade de propor ideias ou sugestões de melhorias. Esta é uma prática que continua sendo utilizada por empresas que buscam uma gestão mais participativa, que pode acarretar em um ambiente propício ao surgimento melhorias e, lógico, inovações. Proporcionar aos funcionários um canal para que eles possam dar ideias é algo maravilhoso, não é mesmo? Óbvio que sim!

Mas será que todas as ideias são avaliadas? Existem estímulos para que todos participem? Existe um tema direcionador para as sugestões? E, o mais importante, será que as sugestões depositadas na caixa são colocadas em prática?

Infelizmente, a maioria das respostas para as questões acima são negativas. Muitas vezes, existe uma incoerência entre o que a empresa busca e as ideias que os funcionários depositam nas urnas, isso quando, é claro, a empresa analisa as sugestões. A organização pode receber uma enxurrada de ideias, o que é excelente, mas sem o foco necessário, ou seja, ideias que abordem tudo quanto é tema, a caixa não cumprirá o seu papel.

Em resumo, tanto para a empresa, quanto para o funcionário, ter uma caixa de sugestão que não é gerenciada, acompanhada ou não proporciona a efetiva melhoria é um banho de água fria e causa de desgaste imenso, já que o processo não gera qualquer resultado positivo. Logo, as caixas de sugestão podem, facilmente, cair no descrédito dos funcionários e das empresas, e por consequência, podem deixar de existir.

Por outro lado, hoje felizmente, algumas empresas estão se utilizando das caixas de maneira um pouco diferente, mas eficiente, produzindo e apresentando resultados significativos a partir das sugestões geradas.

Recentemente, a Coca-Cola Brasil em uma campanha de inovação aberta, através do software Brightidea, realizou uma ação denominada de “Desafio Coca-Cola Abra Ideias”, que tinha a seguinte pergunta direcionadora: “Como ter sua Coca-Cola gelada e perfeita na hora e no lugar que você quiser?”. A empresa recebeu centenas de ideias de todo o Brasil, que foram cadastradas, avaliadas, selecionadas e, então, as 03 melhores premiadas. Este é um ótimo exemplo de uma caixa de sugestões moderna que, mesmo não estando dentro da empresa, contribui de forma substancial para o desenvolvimento do negócio.

Em paralelo, muitas empresas vêm se utilizando de softwares, intranet e, até mesmo, via e-mail para receber as ideias e sugestões de seus colaboradores. Importante salientar que, em decorrência dos erros cometidos no passado, as empresas passaram a realizar uma gestão das “caixas de sugestão modernas” por meio da Cadeia de Valor da Inovação, que possui um processo estruturado e gerenciado para tal. Ou seja, as ideias são fornecidas (idealização), são refinadas e melhoradas (conceituação), prototipadas e testadas (experimentação) e, posteriormente, são executadas em grande escalar para obter o resultado esperado (implementação).

Não se pode negar que ideias e sugestões são sempre bem-vindas, sejam elas depositadas dentro de uma urna ou cadastradas em um sistema online dos mais modernos. A (r)evolução das caixas de sugestão só reforça que o mais importante é que os resultados esperados sejam alcançados e, assim, todos saiam ganhando: funcionários, empresa e sociedade.

 

Rennan Sousa é sócio-fundador da Creative Consulting, consultoria especializada em Gestão da Inovação, Financeira e de Pessoas. Para maiores informações, acesse: www.creativeconsulting.com.br | www.innoscience.com.br

 

 

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Um comentário sobre “(R)evolução das caixas de sugestão

  1. REALMENTE , A ” CAIXINHA DE SUGESTÕES ” JÁ ERA UMA ” OPEN INNOVATION ” DOS ANOS 80 , E VC TEM TODA RAZÃO AO DIZER QUE ELA ERA BOA , MAS INSUFICIENTE , RUDIMENTAR , E NA GRANDE MAIORIA DAS VEZES , FRUSTRANTE ……..

    POSTO QUE AINDA NÃO HAVIA SE CONSOLIDADO , A NOÇÃO EXATA E A IMPORTANCIA FUNDAMENTAL DE SE REALIZAR O CICLO COMPLETO , OU SEJA , BASICAMENTE O QUE VCS FAZEM HOJE , A ” GESTÃO DA INOVAÇÃO ” .

    ALIÁS , ALÉM DAS ETAPAS DE IDEALIZAÇÃO , CONCEITUAÇÃO , EXPERIMENTAÇÃO , E IMPLEMENTAÇÃO , CREIO QUE FALTOU MAIS UMA , O FEEDBACK !!

    PARA QUE DESTA FORMA , TODO O CICLO POSSA SE COMPLETAR .

    UM PROCESSO QUE NA VERDADE , NUNCA DEVERIA PARAR , SE RETROALIMENTANDO APÓS O FEEDBACK , E INICIANDO UMA OUTRA IDEALIZAÇÃO NOVAMENTE .

    PARABÉNS !!

    ARY FILLER

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