Os 5 erros mais comuns de empresas que querem ser inovadoras

Dedico esse texto para falar sobre os erros comuns cometidos pelas empresas ao iniciar
a busca pela inovação.

1) Pedir inovação sem estratégia – o primeiro passo de muitas empresas ao começar a
busca por inovação de forma intencional é colocar esse tema na agenda das reuniões
internas. A mensagem é: precisamos começar a inovar! Claro que esse é o primeiro passo
porém ele precisa vir conectado com a estratégia do negócio. Queremos nos tornar
inovadores em que? Esse direcionamento é importante para criar um foco comum para
todos os colaboradores. Também servirá para priorizar projetos e alocação de recursos.

2) Não definir a governança do processo – dizem que cachorro com vários donos morre
de fome. Com a inovação é a mesma coisa. Ser todo mundo é a mesma coisa que ser de
ninguém. É preciso definir a estrutura de governança das atividades, que responderá
pelos resultados e conduzirá as ações para fomentar a cultura interna. Isso não quer dizer
que os projetos devam ser conduzidos de forma centralizada mas sim que haja um grupo
ou uma área preocupado em não deixar o urgente sempre sobrepor o importante.

3) Pedir inovação, cobrar operação – lembro do tempo de escola que havia sempre
algum colega que fazia uma pergunta ao professor que todos estavam pensando: essa
matéria vai cair na prova? Se a resposta fosse negativa, ou seja, não cairia na prova,
quase que toda turma deixava de prestar a atenção e voltava seus pensamentos para o
recreio, a educação física, etc… Na empresa acontece algo semelhante. Se a inovação não
“cair na prova” dificilmente as pessoas vão entender isso como algo importante. Se a
diretoria e os gestores falam em inovação mas avaliam e cobram pela operação, é natural
que ela sobreponha a busca por novidades.

4) Gerenciar inovação e melhoria da mesma forma – existe uma diferença básica entre
esses tipos de iniciativas que é o grau de risco e incerteza associado a elas. Algo
realmente novo precisa ser conduzido e avaliado de forma distinta que algo já realizado
em outras empresas ou com grau de dificuldade baixo. Caso contrário, complicamos o
que deve ser simples e eliminamos todas as novidades visando enquadrá‐las aos
procedimentos padrão.

5) Manter a postura São Tomé – finalmente, adotar a postura “ver para crer” sempre
acaba tornando os programas de inovação em algo burocrático e sem criatividade. Quem
não quer correr riscos e exige que todos os números e certezas sejam apresentados no
início dos projetos, dificilmente consegue se tornar uma empresa inovadora.

Por Felipe Scherer

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