Onde está a inovação no UFC?

O que é UFC?
O UFC é a sigla de Ultimate Fighting Championship, um evento de luta que é realizado
todos os anos, porém sem uma periodicidade específica, que reúne os melhores atletas
de MMA (Mixed Martial Arts), cujas lutas não têm um estilo definido, podendo‐se utilizar
inúmeras técnicas. O UFC, fundado pelo brasileiro Rorion Gracie, é como se fosse a liga
dos lutadores e, atualmente, substitui o PRIDE, evento que era realizado no Japão e
conhecido por não ter muitas regras.

Trajetória do UFC
O UFC foi criado em 1993 para conhecer o melhor lutador do mundo. Eram
campeonatos de 5 ou 16 homens onde os lutadores tinham que ganhar 3 lutas para se
sagrar o campeão do UFC. Neste campeonato, não importava o estilo de artes marciais
que praticava, sendo inspirado no vale‐tudo brasileiro. Por não possuir quase nenhuma
regra, o torneio se tornava sagrento demais, sendo banido em boa parte dos EUA com o
passar dos anos.

Até que em 2001, Frank e Lorenzo Ferttita (ex‐donos de cassinos em Las Vegas) e o
empresário Dana White resolveram apostar em um evento de lutas até então
desacreditado e fora dos canais de pay‐per‐view. No entanto, nesse negócio, havia um
público muito pequeno, mas fiel nos dias de combate, além de mirradas assinaturas de
televisão fechada. O trio adquiriu de Gracie os direitos sobre a marca UFC por US$ 2
milhões.

O primeiro passo para compra da competição foi fundar a empresa Zuffa (luta em
italiano) para controlar a marca, na qual seu sócio majoritário e executivo da organização
passou a ser Dana. Para retirar o cartaz de evento violento, Dana adotou as inicias MMA
para criar uma opinião mais desportiva e menos agressiva perante o público.Passou‐se a
estabelecer regras mais rígidas para as lutas.

Abaixo mostraremos em que dimensões do Radar da Inovação o UFC se utilizou para
obter o sucesso que é hoje. O objeto de estudo se destaca em oferta (desenvolvimento
de novos produtos ou serviços), experiência do consumidor (repensar a interação da
empresa com os públicos. Criar novas experiências e sensações ao público), captura de
valor (redefinir como a empresa é remunerada por seus produtos e serviços), cadeia de
fornecimento (pensar diferente sobre fornecimento, movimentação e entrega dos
produtos ou serviços) e marca (utilizar a marca como alavanca para novas oportunidades
em outros setores).

inovacao-ufc

Oferta
No início do UFC as lutas não tinham duração pré‐determinada, após a empresa Zuffa
comprar os direitos do UFC, passou a ter rounds de cinco minutos. Quando as lutas
valem o cinturação da categoria, as lutas têm limite de cinco rounds, enquanto os demais
combates duram três tempos. Isso faz com que em uma mesma edição do UFC se tenha
mais lutas, sendo diversas lutas preliminares e uma luta principal ao final das outras.

Experiência do Consumidor
Todo o marketing envolvido nos eventos do UFC tornou as lutas mais que simples
degladiações entre dois lutadores, tornaram‐se verdadeiros shows. O público paga seu
ingresso para assistir espetáculos de som e luzes, como um show de rock. Os locais onde
se realizam as lutas dão charme ao evento, como cassinos e arenas renomadas. Ainda
junto ao evento, existe o UFC Fan Expo, onde os lutadores que irão participar da edição
do UFC participam de sessões de autógrafos e outras atividades junto aos fãs. Toda essa
série de atividades midiáticas faz com que as lutas se tornem uma experiência positiva
cada vez mais intensa em seu consumidor.

Captura de Valor
Dana passou realizar um marketing intenso sobre os eventos, reuniu árbitros respeitados
e voltou a vender grandes quantias de pay‐per‐view por combates. Isso fez com que
grandes anunciantes se interessassem pelo evento e começassem a patrociná‐lo. Em
2007, os irmãos Ferttita compraram o PRIDE (competição japonesa) e, em 2011, a Zuffa
anunciou a compra do seu maior rival nos EUA, a Strikeforce, dominando de vez o
mercado de lutas.

A ideia de Dana era fazer o UFC o maior evento de lutas do planeta. Apenas dez anos
depois o UFC é o campeonato mais prestigiado de lutas no mundo. Seu valor de
mercado, segundo a revista Forbes, chega hoje a impressionantes US$ 2 bilhões. Se por
ser realizado em todo o mundo e exibido apenas em canais de pay‐per‐view. Atualmente,
as lutas chegam a cerca de 350 milhões de casas em aproximadamente 130 países pelo
sistema de pay‐per‐view.

Cadeia de Fornecimento
Como forma de reestruturar o UFC, o presidente Dana começou a contratar os lutadores
com apelo de mídia, fazendo com que para cada evento a empresa selecione quem irá
participar de algumas lutas e do UFC Fan Expo. A Zuffa inovou ao se relacionar com seus
“fornecedores” – os lutadores – pois passou a pagá‐los para participarem das lutas,
criando assim um portfólio de lutadores vasto.

Marca
O esporte que mais cresce nos últimos 20 anos, superando até mesmo o nosso
apaixonante futebol, ganhou espaços não só na televisão através do pay‐per‐view, mas
também através do vídeo game, pela empresa THQ Inc., o jogo é um sucesso absoluto de
vendas. Outro sucesso de aproveitamento da marca UFC é o reality‐show The Ultimate
Fighter, onde treinadores e lutadores são vigiados por câmeras no seu dia‐a‐dia.

Por Márcio Harter

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