Nascemos inovadores?

Todas empresas querem inovar. Pelo menos, a maioria diz que quer. Bom, sendo essa uma prioridade estratégica, é necessário fazer com que as pessoas possam ser bons inovadores. Mas como formar melhores inovadores ou mesmo transformar a nós mesmos num inovador de primeira linha? Será que nascemos inovadores? Todos os inovadores são iguais? Os criativos são mais importantes para a inovação? Essas e outras perguntas tem dominado a nossa agenda nos últimos 10 anos assessorando empresas inovadoras. Consolidei um conjunto de aprendizados para responder essas questões baseados na nossa teoria das competências individuais

1. Inovar envolve transformar novas ideias em resultado: As ideias não nascem prontas. É preciso uma ação deliberada dos inovadores para sua realização.

2. As habilidades individuais para inovar não são inatas; mais de 2/3 delas podem ser aprendidas: Essa é a parte boa. Todos podem aprender como inovar. Mentalidade, atitudes e ferramentas podem ser sistematizadas organizacional e individualmente.

3. O processo de inovação tem quatro fases que demandam habilidades distintas: Os projetos inovadores passam pela cadeia de valor da inovações: idealização, conceituação, experimentação e execução. Cada fase tem objetivos, enfoque e produtos distintos exigindo diferentes competências.

indicador-potencial-inovador

4. São 7 as competências fundamentais para inovar: Identificação de oportunidades, motivação para mudança, tolerância as incertezas, adaptação durante projetos, comportamento com relação a desafios, gestão de projetos e foco em resultado.

5. São 4 os perfis dominantes para fazer a inovação acontecer: Criador, refinador, experimentador e executor. Cada perfil origina-se na combinação de um conjunto das 7 competências.

6. Os perfis Criador e Refinador são mais importantes no front-end e os perfis Experimentador e Executor são mais relevantes no Back-end do processo: Uma pessoa motivada a mudanças e boa em identificar novas oportunidades é mais criador do que executor e tenderá a apresentar melhor desempenho no front end. Por outro lado, alguém com capacidade de gestão de projetos e foco em resultados poderá ser melhor aproveitado na fase de implementação.

7. Inovadores e empresas podem otimizar o aproveitamento das pessoas no processo de inovação se conhecerem suas competências individuais para inovar: Essa é a parte mais legal de tudo. Se você, empresa ou indivíduo, conseguir aproveitar ao máximo as suas forças e do time, os resultados tendem a ser maiores.

8. O desenvolvimento de competências pode ser feito de forma prática: Não há melhor forma de consolidar suas forças e reduzir seus gaps do que vivenciar um projeto de inovação. É a formação no campo que naturalmente pode ser complementada por treinamento formal, benchmarking e mentoring.

Que bom que sabemos que a capacidade de inovação pode ser aprendida e que nem todos inovadores são iguais. Diferentes perfis, originados em determinadas competências, são importantes para eficácia da inovação. Se você quer se tornar um inovador, pretende afinar suas competências de inovação ou criar uma legião de inovadores é fundamental compreender essa conexão de perfis de inovadores, fases da cadeia de valor da inovação e desempenho das iniciativas inovadoras. Não basta falar. Tem que fazer.

Até a próxima inovação.

Maximiliano Selistre Carlomagno

Artigo originalmente publicado no Blog Mundo dos Negócios.

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2 comentários sobre “Nascemos inovadores?

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