3 Perguntas com a Inovadora: Diana Oliveira

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Diana Oliveira é sócia-fundadora da Guapa Arquitetura. Possui experiência em estudo de viabilidade, gerenciamento e compatibilização de projetos e atuou voluntariamente como Vice-Presidente do Sport Club Internacional em 2012 e 2013 no projeto de reforma e modernização do Estádio Beira-Rio.

1) Qual sua avaliação sobre a inovação na construção civil e arquitetura?

Projetos e execução de obras são vastos campos para prática de inovação, se levarmos em conta demandas de competitividade: que se referem a orçamento e prazo; qualidade e desperdício: que se relacionam com especificação de materiais e gestão da mão de obra; além do produto final: de construções residenciais à comerciais, a dinâmica de comportamento da sociedade se reflete no local onde as pessoas moram, trabalham, praticam esportes ou desfrutam de lazer e cultura.
Contudo, apesar do potencial destacado, no Brasil o setor da Construção Civil ainda resiste em investir nas técnicas inovadoras.

2) Como poderíamos tornar esses setores mais inovadores?

Devemos compreender a relevância do investimento em recursos e TEMPO na confecção dos projetos. É a principal medida para fortalecer o planejamento e, consequentemente, aprimorar a execução das obras de construção. Todas as fases de concepção e execução do projeto são potenciais nichos de inovação. Contudo, falando especialmente do contexto brasileiro, a fase do projeto é onde mais carece de atenção para o tema; sendo este, certamente, o primeiro momento da inovação, porque se trata do conjunto relevante de tomada de decisões: seja no negócio, seja na técnica construtiva. É como efeito dominó, a primeira barreira transposta no planejamento vai abrir caminho para demandas inovadoras até o final da obra.

3) Quais as principais tendências para o futuro da construção e arquitetura?

Difícil prever tendências. Mais fácil propor. Tendo recursos e boa observação de cotidiano, esta é na verdade a melhor parte: propor algo que as pessoas sentem, mas ainda não viram. Sendo assim, exercitando, o que eu proporia ao mercado de construção hoje seria menos formalismo, mais ambiência. Espaços mais integrados em projetos inteligentes. Compreendendo, por exemplo, que os usuários querem consumir menos energia em ar condicionado. Portanto, fachadas com pele de vidro em clima tropical não são uma boa definição de sustentabilidade. Vamos criar!

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