Estagnação secular para as empresas: há remédio, a diferenciação

Segundo o FMI, em seu relatório semestral publicado em abril de 2015, o PIB das principais economias mundiais deverá crescer mais lentamente nos próximos anos. As previsões apontam crescimento potencial, entre 2015 e 2020, de 1,6% e 5,2%, em média, para os países ricos e emergentes respectivamente, o que é chamado por economistas de “estagnação secular”. Como parâmetros de comparação, o potencial de crescimento dos países ricos antes da crise de 2008 era de 2,25% e dos países emergentes entre 2008 e 2014, período em que houve significativo crescimento, era de 6,5%.

Destacar-se em um cenário desafiador, pautado pela redução das atividades econômicas não é tarefa fácil. Mas é possível! Contudo, ficam as seguintes dúvidas: quais organizações conseguirão tal façanha? O que deve ser feito para atingir resultados positivos em meio à crise?

Considerando que as ferramentas da qualidade já não geram diferenciais competitivos relevantes (a qualidade tornou-se uma obrigação!) e que a globalização proporciona o acesso rápido às novas tecnologias, gerando vantagens competitivas pouco sustentáveis, a diferenciação através da criação de uma proposta única de valor torna-se alternativa significativamente importante para conquista e manutenção de clientes.

O lançamento de novos produtos – ou a atualização destes aos desejos dos consumidores – é ainda considerado por muitos especialistas como a melhor forma de diferenciação no atual mercado (extremamente competitivo) e pode sim gerar resultados, mas estes serão pouco duradouros se os processos forem inadequadamente estruturados. Os produtos são o resultado, a ponta do iceberg, a parte visível de processos de gestão da inovação e do desenvolvimento de novos modelos de negócios concebidos por empresas realmente competitivas.

Os processos de gestão da inovação são mecanismos vinculados diretamente às estratégias, estruturadas a partir da combinação ímpar dos recursos produtivos das empresas. Assim como para a formulação das estratégias, não há uma fórmula ou uma única combinação de ferramentas para o desenvolvimento de diferenciais via inovação, mas sim a adequação do uso destas aos objetivos da organização.

Diversas combinações entre público e mercados alvo, o relacionamento com estes, produtos/serviços e propostas de valor, sistemas produtivos, de parcerias e de distribuição/atendimento e predisposição ao risco, entre outros, com maior ou menor importância no contexto, determinarão a forma como serão geridos os processos de diferenciação em cada empresa.

Ficam as perguntas: A sua empresa apresenta diferencial competitivo? Ele é único e sustentável a médio prazo? Se não, o que está sendo feito para sua empresa crescer mais que a média prevista para os próximos cinco anos?

Gustavo Greve e Jeferson Rasche – Innoscience Partners

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