A inovação 4 anos depois e as perspectivas futuras

Olá

inovationNo início de 2011 elaborei um artigo para publicação no Jornal Brasil Econômico sobre o potencial legado do governo da Presidente Dilma sobre o tema da inovação (veja abaixo a versão original). Quase 4 anos se passaram. Nessa semana a Revista Veja fez uma matéria interessante sobre o tema com a participação do meu sócio e colega Felipe Scherer que vale a leitura.

Esse post não tem como objetivo fazer uma avaliação mas sugerir que você mesmo o faça. Nesse momento de discussão dos rumos do país o tema da inovação não pode ficar de fora. As evidências são claras e inequívocas sobre o impacto decisivo da inovação no desenvolvimento dos países, empresas e bem estar da sociedade. Na Innoscience abraçamos essa causa e nos dedicamos a ela nos últimos 8 anos. Nosso foco, nesse tempo todo, esteve em como transformar as empresas que operam no Brasil em empresas inovadoras. Entendemos que fatores os sob gestão da empresa são os mais relevantes nessa transformação mas sabemos o peso que o contexto institucional pode fazer.

Convido os amigos a fazerem a leitura dos quatro eixos de atenção que propusemos e de como eles evoluiram. Faça seu comentário, compartilhe conosco sua visão. Não temos qualquer predileção político partidária. Temos consciência, contudo, do nosso papel como agentes políticos e de nossa responsabilidade para com os destinos que almejamos.

Forte abraço

Maximiliano Selistre Carlomagno

Inovação e Legado do Governo

Nesses primeiros momentos do governo Dilma estão sendo definidas as bases de como o mesmo ficará marcado na historia brasileira e sua contribuição com esse momento de crescimento do pais.

Nos últimos anos o crescimento esteve baseado no aumento do consumo interno e no acesso ao crédito. Os avanços institucionais, econômicos e políticos dos últimos 15 anos nos colocaram em condições de exercer um papel de protagonismo.

No entanto, ainda temos enormes amarras à competitividade. Ainda somos um pais com regras trabalhistas jurássicas, educação insuficiente e infra-estrutura precária. Há gargalos micro-econômicos ilustradas pela queda de cinco posições no ranking global de competitividade divulgado recentemente pelo IMD.

Entretanto, contamos com um ativo importante. Somos um povo criativo. Por vezes empreendedor. Mas ainda carecemos de transformar essa criatividade em inovação. Nossos investimos em pesquisa e desenvolvimento são insuficientes, não chegam a 1,2% do PIB.

Temos pesquisadores brasileiros de nível internacional? Sim, da mesma forma que tivemos o Guga como número 1 do ranking do tênis. Infelizmente ainda não dispomos de um processo de formação de inovadores. Algo como o que fazemos com os jogadores de futebol onde, em cada canto do Brasil, há um talento sendo lapidado.

Nos anos 90, os temas macro econômicos dominaram a agenda politico-empresarial. Nos anos 2000 exigiu-se reformas que pouco evoluíram. Para que consolidemos nossa posição atual precisamos de uma verdadeira revolução focada na inovação, motivo pelo qual entendemos que há quatro grandes eixos a serem priorizados. 

O primeiro eixo trata da qualificação da educação em todos os níveis. Da educação básica a educação superior. A transformação do conhecimento em resultado passa por competências básicas e outras mais refinadas. A educação empreendedora deve se constituir num dos vértices dessa iniciativa. 

Um segundo eixo deve abordar os investimentos em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento). As empresas brasileiras ainda investem pouco na área e, mesmo somado aos recursos públicos, o Brasil fica muito atrás de países menos desenvolvidos. Os mecanismos de incentivos fiscais para inovação tem surtido efeito mas precisam ser intensificados e ampliada sua abrangência.

O terceiro eixo de atuação é o da consolidação de um mercado formal de capital de risco para novos projetos. A base do sucesso do Vale do Silicio nos EUA está centrada na disponibilidade e facilidade de contato com investidores dispostos a investir em pequenos projetos ainda em fase inicial. Sem essa mecânica os recursos não encontram os melhores projetos.

 O quarto eixo de atuação precisa ser o da qualificação da gestão da inovação. Precisamos de um Bolsa Inovação para nossas empresas e também para o governo. Um dos principais quesitos que determinaram a queda no ranking de competitividade reside da discrepância entre a eficiência do setor privado e a baixa eficiência do setor público. Algumas instituições como o SEBRAE tem tentado porém necessitamos de algo em maior escala. Nossas organizações precisam se capacitar, incorporar novas ferramentas de gestão e ter acesso as melhores práticas na área de inovação.

 Com essas iniciativas podemos não apenas nos consolidar como uma das maiores economias do planeta mas como um local interessante para se investir e viver. Um legado que transcende os indicadores econômicos e que gerará enorme impacto social. E que poderá ser a marca do Governo Dilma. Mãos a obra.

Maximiliano Carlomagno

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