Pagar para ver ou ver para crer?

visaoAmigos Inovadores,

Essa semana estive com um fundador de uma start up que se tornara executivo de inovação de uma grande empresa multinacional. Ele me contava sua história de crescimento de uma pequena empresa até a venda para uma líder global de um dos setores mais “quentes” da economia.

Conversamos sobre uma das principais diferenças de abordagem entre uma start up e uma grande empresa na análise de uma nova oportunidade.

O modelo de aposta start up

Quando se está montando uma start up, com uma estrutura enxuta e pouca experiência em análise e planejamento, os fundadores usam uma abordagem pouco estruturada. Mesmo com o alto grau de incerteza eles fazem apostas. Acreditam nas suas hipóteses. Captam recursos com terceiros. Aplicam seus bens pessoais numa ideia para solucionar um problema importante. Dedicam pouco tempo para a identificação de riscos. Usam a abordagem que denomino de “paga pra ver”. A equipe de fundadores normalmente está envolvida com o problema, vivendo o dia a dia da situação e aposta com maior frequência do que analisa os riscos envolvidos quando trata de uma nova oportunidade.

O modelo de análise de grandes empresas

Por outro lado, quando se está numa posição executiva, os diretores das BU’s – business units (unidades de negócios) de grandes empresas adotam uma abordagem diferente. Eles tem uma ênfase muito forte em “operar o negócio” ao invés de cria-lo. Os mecanismos de condicionamento dos executivos adotados pelas empresas – processos, estruturas, procedimentos e estímulos são desenhados para reforçar a seletividade ao novo e a suposta eliminação de todos os riscos. Há uma cadeia de comando de promessa e busca de confiança. As oportunidades tem que ser certas (como se isso fosse possível). Do contrário, o melhor é se manter focado no negócio existente da forma como ele sempre foi feito. Ao invés de apostar eles preferem algo com menos risco, mais análise e burocracia envolvida. É o que chamo de “vê pra crer”. Se não há como provar que vai dar certo é porque dará errado.

Uma nova abordagem – O learning plan

Interessante essa distinção. Não há dúvidas de que lidar com projetos inovadores é tratar do desconhecido. Os executivos estão adotando ferramentas utilizadas pelos empreendedores como business model canvas e lean start up para lidar com tais situações. Os empreendedores estão cada vez mais instrumentalizados com práticas utilizadas por grandes empresas como remuneração por desempenho, softwares de gestão empresarial e orçamento base zero.

Há que se ter uma nova abordagem. Um processo estruturado de avaliação das oportunidades que não perca o timming por excesso de análise mas tenha o rigor necessário para aumentar sua chance de sucesso de uma iniciativa com alto grau de incerteza. Na Innoscience denominamos essa abordagem de learning plan, um processo organizado de descoberta do melhor caminho para abordar uma nova oportunidade e converter ideia em resultado dentro de grandes empresas.

Até a próxima inovação

Maximiliano Carlomagno

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